DILACERE MINHAS VÍSCERAS, MINHA ALMA NÃO SE RENDERÁ.
Aos olhos imortais de Titã,
Os sofrimentos da mortalidade,
Vistos em sua realidade triste,
Pelos deuses não são desprezados:
Qual foi a recompensa por tua piedade?
Um sofrimento silencioso e intenso;
O rochedo, o abrute e a corrente;
Toda a dor que atinge os orgulhosos;
A agonia que eles não exibem;
O sufocante sofrimento da desgraça.
Teu divino crime foi ser bom;
Foi servir com teus preceitos menos
A soma das misérias humanas,
E fortalecer o homem com sua própria mente.
E, confundido como tu foste pelo Alto,
Ainda assim, na tua enérgica paciência,
Na resistência e na repulsão
De teu espírito impenetrável,
Que a terra e o céu não puderam abalar,
Uma poderosa lição herdamos nós.


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