ASS'IM SOU EU, (RAI)

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Sou a pessoa que rabiscou seus livros, arranhou seus discos, derrubou seus cristais, furou o solado d'aquele seu tênis, furou sua fila, rasgou a seda e depois bolou o "BACK". ainda por cima saiu rindo sem ao menos pedir desculpas. (((ESSE SOU EU, MESMO QUE VOCÊS GOSTEM OU NÃO!))).

OLÁ GENTE BOA.

ESPERO QUE MEU BLOG POSSA DE ALGUMA FORMA PODER AJUDA-LOS, "ENJOY THE SINLENCE FOR THE INDIRECT PEOPLE"...

EU ACHO BOM.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Amar, Amor e Amando...

MEU AMADO AMOR.


Apesar das nossas singularidades, temos pelo menos esse desejo em comum: queremos amar e ser amados, de preferência, com incondicionalidade. Na celebração das nossas conquistas e na constatação dos nossos fracassos; no apogeu do nosso vigor e no tempo do nosso abatimento; no momento da nossa alegria e no alvorecer da nossa dor; na prática das nossas virtudes e no embaraço das nossas falhas. Mas não... É preciso viver muito para percebermos nos nossos gestos e nos alheios que não é assim que costuma acontecer. Temos facilidade para amar o outro nos seus tempos de harmonia, quando sua vida está organizada e seu coração está contente. Quando ele não nos desconcerta, quando não denuncia a nossa própria limitação. Fácil amar o outro aparentemente pronto, inteiro, estável e que quando sofre não faz ruído algum. Fácil amar quem não demonstra experimentar aqueles sentimentos que parecem politicamente incorretos nos outros, embora costumem ser justificáveis em nós. Fácil amar quando somos ouvidos mais do que nos permitimos ouvir. Fácil amar aqueles que vivem noites terríveis, mas na manhã seguinte se apresentam sem olheiras, a maquiagem perfeita. É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nos encontros erotizados, nas festas agendadas de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada e entende tudo errado. Quando paralisa, se vitimiza e perde o charme, a identidade. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora, quando até a própria alma parece haver se retirado. Difícil é amar quando já não encontramos motivos que justifiquem o nosso amor, acostumados que estamos a achar que o amor precisa estar sempre acompanhado de explicação. Difícil amar quando a dor do outro é tão intensa que a gente não sabe o que fazer para ajudar, quando a noite se apresenta muito longa, quando ele parece ter desistido principalmente dele próprio. Difícil é amar quando o outro nos inquieta, quando os seus medos denunciam os nossos e põem em risco o propósito que muitas vezes alimentamos de não demonstrar fragilidade. Quando a exibição das suas dores expõe, de alguma forma, também as nossas, as conhecidas e as anônimas. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, para caminhar ao seu encontro. Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja o tempo em que o outro mais precise se sentir amado. Para entender, basta abrirmos os olhos para dentro e lembrar das fases em que, por mais que quiséssemos, também não conseguíamos nos amar. A empatia pode ser uma grande aliada do amor.


SOPA DE LETRINHAS AOS ANAL'FABETOS.

SOPA DE LETRINHAS AOS ANAL'FABETOS.
Amplie, se eu souber...

PÁGINAS EM BRANCO.